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Cooperação Internacional para Combater o Crime Organizado em MS

Governador Riedel destaca colaboração entre estados e países vizinhos como chave para segurança.

26/10/2025 às 19:16
Por: Redação

Cooperação Internacional no Combate ao Crime Organizado

Durante o Fórum de Segurança Pública - Elo Brasil SP, o governador Eduardo Riedel enfatizou a importância da cooperação entre estados, forças nacionais e países vizinhos na luta contra o crime organizado. O evento, realizado em São Paulo em 25 de março, contou com a presença de governadores como Cláudio Castro, Tarcísio de Freitas e Antônio Denarium, além de ser moderado pelo senador Ciro Nogueira. Vice-governadoras Mailza Assis, do Acre, e Celina Leão, do Distrito Federal, também participaram.

Riedel destacou que Mato Grosso do Sul possui uma localização geográfica estratégica, permitindo interações com cinco estados e dois países. "Nossa posição, que muitas vezes envolve fronteiras secas ou pelo rio Paraguai, em áreas de baixa densidade populacional, exige uma colaboração estreita para reforçar a segurança no Brasil", afirmou.

Desafios e Necessidades de Integração

O governador ressaltou que, apesar dos indicadores positivos, Mato Grosso do Sul é uma rota internacional de tráfico de drogas, resultando em um elevado número de presos relacionados ao tráfico. "Atualmente, cerca de 35% da população carcerária é atribuída ao tráfico internacional, o que aumenta consideravelmente o custo carcerário", explicou.

Ele salientou que a integração com as forças federais e as forças armadas é crucial, especialmente em colaboração com países vizinhos como o Paraguai. "Propomos o fortalecimento das Forças Armadas para apoiar as nossas ações de fronteira, mas ainda enfrentamos limitações de recursos", destacou.

Abordagem Regional e Segurança Nacional

Riedel defende uma abordagem regional que respeite as particularidades locais para combater efetivamente o crime organizado. "Discutimos no Congresso a constitucionalização da segurança, mas centralizar na União pode enfraquecer o sistema. Quem melhor entende as necessidades locais são os próprios estados", opinou.

Ele ainda comentou que os ganhos das apreensões realizadas deveriam beneficiar os estados diretamente e atribuiu o crescimento econômico de Mato Grosso do Sul à segurança. "Acreditamos que o ambiente seguro sustenta índices de crescimento econômico entre 5% e 6% ao ano", concluiu.

O evento foi acompanhado pelo secretário de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, e pela senadora Tereza Cristina.

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