Segunda, 30 de Março de 2026
LogoSite 2 - BH Notícias hmlg 2

Famílias Sofrem com Falta de Informação após Operação no Rio

Vítimas esperam pela liberação de corpos em meio a transtornos financeiros.

30/10/2025 às 22:22
Por: Redação
**Famílias enfrentam silêncio e demora na liberação de corpos no Rio** *Vítimas da Operação Contenção aguardam informações e enfrentam altos custos funerários.* Familiares dos falecidos durante a Operação Contenção no Rio de Janeiro, que esperavam a liberação dos corpos, manifestaram insatisfação com a lentidão no processo pericial e a escassez de informações. O Instituto Médico Legal (IML) centralizou suas operações devido ao número de 121 mortos, incluindo quatro policiais. O atendimento às famílias ocorre em um posto do Detran, adjacente ao IML. Samuel Peçanha, trabalhador de serviços gerais, buscava saber o paradeiro de seu filho Michel Mendes Peçanha, de 14 anos, que frequentava o Complexo da Penha e foi visto pela última vez após um baile funk. "Faz dois dias que estou aqui sem informação. Disseram que ligariam, mas até agora nada", relatou Samuel, lembrando que falou com o filho na manhã do evento. A comunidade comenta que todos foram levados para a mata, e ele exige o direito de enterrar seu filho. Lívia de Oliveira também buscava notícias do marido, Douglas de Oliveira, sobre a liberação de seu corpo. "Desde terça-feira estamos tentando uma resposta. Dizem que ele ainda não foi identificado", desabafou Lívia. Os pais de Yago Ravel, que foi encontrado decapitado, conseguiram reconhecer seu corpo apenas com a ajuda de deputados em diligência. Alex Rosário da Costa criticou a necessidade de assinar o atestado de óbito sem poder ver o corpo do filho. "Foi uma verdadeira brutalidade", lamentou. Segundo o secretário de Segurança Pública, Victor Santos, os mortos durante a operação deverão ser identificados até o fim de semana. Já foram identificados 100 corpos, mas os nomes permanecem em sigilo. Além das dificuldades em obter informações, as famílias enfrentam questões financeiras relacionadas aos enterros. Devem escolher entre pagar um sepultamento privado, custando no mínimo quatro mil reais, ou aceitar o enterro gratuito da prefeitura, que ocorre sem velório e em caixão fechado. A Defensoria Pública estabeleceu um posto no local para acelerar os procedimentos para aqueles que escolhem pelo serviço público. O defensor público André Castro destacou que mesmo não atendendo aos critérios padrão, as famílias podem requerer uma tarifa social. "Não é necessário processo judicial, orientamos as famílias diretamente", explicou Castro, enfatizando o desapontamento com as condições do enterro gratuito. A operação das forças de segurança estadual, que visava conter o Comando Vermelho, resultou em 120 mortes, incluindo quatro agentes, além de 113 prisões e a apreensão de 118 armas e uma tonelada de drogas. Com a participação de 2,5 mil policiais, a operação foi a mais letal em 15 anos, provocando confrontos que paralisaram a cidade, fechando vias, escolas e comércio.

© Copyright 2025 - Site 2 - BH Notícias hmlg 2 - Todos os direitos reservados