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Mortes em operação no Rio serão identificadas até o fim de semana

Secretário afirma que força-tarefa tenta concluir identificação das vítimas ainda esta semana, em meio a críticas e desconfianças

30/10/2025 às 22:08
Por: Redação
As mortes ocorridas durante a Operação Contenção serão identificadas até o final desta semana, garantiu Victor Santos, secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Uma força-tarefa foi estabelecida no Instituto Médico Legal para agilizar o processo. Até agora, 100 nomes já foram reconhecidos, mas ainda não foram divulgados. Santos relatou que a identificação das vítimas envolve métodos diversos, como reconhecimento por parentes, análise de impressões digitais e exame de DNA. Embora o processo seja complexo, a expectativa é que se conclua até o fim de semana. Após uma reunião realizada no Centro Integrado de Comando e Controle, com participação de senadores, deputados e vereadores, o secretário Felipe Curi destacou a dificuldade adicional de identificar corpos de pessoas oriundas de outros estados, devido à necessidade de colaboração com polícias técnicas locais. A divulgação dos nomes será feita assim que considerada adequada. A Operação Contenção, iniciada na terça-feira nos complexos do Alemão e da Penha, mobilizou 2,5 mil policiais e atingiu uma letalidade sem precedentes nos últimos 15 anos no estado, com 121 mortes, entre elas de quatro policiais. Organizações civis, no entanto, indicam que mais de 130 pessoas podem ter morrido. Mesmo com a prisão de 113 suspeitos e apreensão de equipamentos, o principal alvo Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, fugiu. Entretanto, Santos considerou a operação bem-sucedida, mencionando a apreensão de HDs que podem fornecer informações críticas sobre lavagem de dinheiro. Um estudo da Universidade Federal Fluminense revelou que a facção Comando Vermelho aumentou seu domínio territorial entre 2022 e 2023, passando a controlar 51,9% das áreas criminosas. A associação dessas áreas à exploração econômica é apontada como uma das maiores fontes de receita do grupo, superando o tráfico de drogas, que representa apenas 10 a 15% do faturamento. Durante a operação, foram levantadas questões sobre a exposição dos planos para a ação, mas estas foram minimizadas pelo secretário Santos, que assegurou que os objetivos foram atingidos sem vazamentos significativos. Acusações de tortura e execuções de rendidos por agentes também foram abordadas com negações oficiais e promessas de investigação. Entretanto, relatos de 60 corpos encontrados em área de mata, muitos com sinais de tortura, intensificam a contestação das ações policiais e levantam perguntas sobre a conduta durante o confronto.

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