A Polícia Federal (PF) desenvolveu um plano de ação meticuloso para garantir a segurança durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), a ser realizada em Belém entre 10 e 21 de novembro. Com operações já iniciadas em 1º de outubro, o objetivo é proteger um recorde de delegações internacionais e assegurar a liberdade de expressão em um evento de magnitude global.
O plano da Polícia Federal está estruturado em três eixos fundamentais:
A complexidade do evento levou a Polícia Federal a mobilizar cerca de 1,2 mil servidores, incluindo policiais e administrativos. Parte de seu planejamento de segurança inclui equipes dedicadas no aeroporto e no Porto de Outeiro, além de capacidades investigativas para prevenir crimes cibernéticos e atos terroristas. Varreduras e contramedidas anti-bomba também estão previstas.
Realizada na Amazônia brasileira, a COP30 marca uma evolução em termos de liberdade civil, destacando o Brasil como um dos principais espaços para manifestações de povos originários nos últimos anos. As edições mais recentes da conferência ocorreram em locais com restrições mais severas às liberdades civis, como Baku, Azerbaijão (2024), Dubai, EAU (2023), Sharm el-Sheikh, Egito (2022), e Glasgow, Escócia (2021).
O governo brasileiro estabeleceu a "Aldeia COP" para receber povos indígenas durante o evento. Instalado na Universidade Federal do Pará, o espaço de 72.695 m², com uma área construída de 14.903,81 m², foi preparado desde setembro para campings e atividades culturais, políticas e espirituais, com a expectativa de acolher até 3 mil indígenas. A organização do local é coordenada pelo Ministério dos Povos Indígenas, em parceria com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), e a Federação dos Povos Indígenas do Pará (Fepipa).