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Violência em Ascensão: Saúde Mental de Jovens Cariocas em Risco

Estudos revelam impacto negativo da insegurança urbana no desenvolvimento infantojuvenil.

31/10/2025 às 14:26
Por: Redação
**Violência crescente no Rio de Janeiro compromete saúde mental infantojuvenil** *Impactos do conflito urbano nas comunidades afetam o desenvolvimento de crianças e adolescentes, alertam especialistas.* As cenas de caos na Zona Norte do Rio de Janeiro, durante a última terça-feira, 28, quando a Operação Contenção foi deflagrada, chamaram a atenção do mundo. Com imagens de drones lançando explosivos, blindados e fuzis em ação, além de ônibus incendiados, o cenário de guerra urbana demonstrou a vulnerabilidade da população local. Especialistas concordam que essa constante violência não só traz consequências imediatas, mas também danifica a saúde mental de quem está exposto direta ou indiretamente à insegurança crônica. Profissionais da área de psicologia, entrevistados pela Agência Brasil, revelaram que a constante ameaça e medo imposto por tiroteios em áreas controladas por organizações criminosas afeta o desenvolvimento psicossocial de jovens. "O estresse gerado por essa exposição altera o funcionamento do sistema nervoso", afirmaram. **Impacto do Estresse** Segundo a psicóloga Marilda Lipp, referência em estudos sobre estresse, a busca por segurança é uma necessidade humana fundamental, ficando atrás apenas das necessidades fisiológicas. A constante sensação de insegurança leva a graves distúrbios emocionais, incluindo ansiedade crônica e depressão, que se manifestam em sintomas como taquicardia e insônia. Lipp explica que o corpo humano, quando sob ameaça, reage fisiologicamente, liberando hormônios que preparam para lutar ou fugir. "Porém, viver continuamente nesse estado de alerta, como quem enfrenta constantes ameaças, é insustentável", destacou. Marilda também comentou que sem a abordagem dos aspectos políticos e estruturais do problema, oferecer à população formas de gerenciar o estresse poderia fazer diferença. "A capacitação deveria ocorrer em unidades do SUS e nas escolas", sugeriu, destacando a importância de ensinar as crianças a lidar com o estresse. **Sofrimento Coletivo** O psiquiatra Octávio Domont de Serpa Júnior, da UFRJ, mencionou que a procura por cuidados em saúde aumenta após eventos que ampliam o sentimento de insegurança. Ele defende que o sofrimento vai além do individual, englobando uma dimensão coletiva que exige resposta igualmente abrangente. "Precisamos preparar os profissionais de saúde para atenderem prontamente essas demandas e evitar que os sintomas se tornem crônicos", recomendou. A falta de solução para a segurança pública no Rio de Janeiro mantém as comunidades em uma perigosa situação de vulnerabilidade. Até lá, crianças e adolescentes continuam sofrendo as consequências das constantes ameaças e conflitos urbanos.

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