O leilão de sete blocos de petróleo na região do pré-sal, realizado nesta quarta-feira (22), resultou na venda de cinco áreas, com investimentos contratados totalizando 452 milhões de reais. Um dos blocos surpreendeu ao alcançar um ágio de 251,63%, refletindo grande interesse e competitividade entre as empresas participantes.
A sessão pública do 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção (OPP) foi realizada na sede da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no Rio de Janeiro. Os sete blocos oferecidos estavam localizados no polígono do pré-sal, nas Bacias de Campos e de Santos, áreas de destaque no cenário petrolífero do Brasil.
O total de bônus de assinatura chegou a 103,7 milhões de reais. No regime de partilha, as empresas são escolhidas com base no percentual de óleo excedente entregue à União, em vez de serem avaliadas pelo valor do bônus, que já está predeterminado. O óleo excedente é o lucro obtido após o pagamento dos custos de produção.
Das 15 empresas qualificadas, oito submeteram ofertas e cinco saíram vitoriosas. A Petrobras destacou-se ao adquirir dois blocos: no campo Citrino, com 100% de participação, oferecendo 31,19% de óleo excedente e um ágio de 251,63%; e no campo Jaspe, em parceria com a Equinor, com 60% de participação e 32,85% de óleo excedente, resultando em um ágio de 96,47%.
A Equinor também conquistou sozinha o campo Itaimbezinho, oferecendo 6,95% de óleo excedente, o menor ágio da rodada, de 4,2%. O campo Ametista será desenvolvido por um consórcio entre CNOOC Petroleum (70%) e Sinopec (30%), com 9% de óleo excedente e ágio de 40,41%.
A Karoon, da Austrália, operará exclusivamente no campo Esmeralda, com 14,1% de óleo excedente e um ágio de 33,78%. Karoon e Sinopec são novas participantes no regime de partilha no Brasil.
Os blocos Larimar e Ônix, localizados na Bacia de Campos, não receberam propostas e serão reofertados em um futuro leilão. O diretor-geral da ANP, Artur Watt Neto, sugeriu que fatores internacionais e a volatilidade do preço do petróleo poderiam ter influenciado a falta de propostas.
A ANP já planeja o 4º Ciclo da OPP para o próximo ano, que poderá envolver até 26 blocos no pré-sal, visando perpetuar as atividades exploratórias e fortalecer a indústria petrolífera nacional com novos investimentos e ampliação das reservas.