A bolsa de valores do Brasil voltou a bater recorde nesta quinta-feira, fechando com o índice Ibovespa a 148.780 pontos, uma alta de 0,1%. O mercado iniciou o dia em baixa, mas se recuperou ainda pela manhã, mantendo-se estável ao longo do dia. Essa alta representa o sétimo avanço consecutivo do principal índice da bolsa, acumulando um ganho de 3,23% ao longo desse período. Entretanto, a moeda norte-americana apresentou comportamento diferente. Após três dias de queda, o dólar comercial subiu, sendo vendido a 5,38 reais, um aumento de 0,42%, embora tenha atingido um pico de 5,39 reais na manhã. Em outubro, o dólar subiu 1,09%, mas ainda acumula uma queda de 12,95% no saldo de 2025. Fatores globais e locais influenciaram a volatilidade do mercado. No cenário internacional, o discurso cauteloso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, contribuiu para a alta do dólar ao indicar incertezas sobre mais cortes de juros nos Estados Unidos, mesmo após uma redução de 0,25 ponto percentual já realizada. Essa indecisão dos juros nos países desenvolvidos costuma motivar a saída de capitais de economias como a do Brasil. Além disso, a atenção voltou-se também para a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, presidentes dos EUA e China, respectivamente, que anunciaram um acordo sobre terras raras. No âmbito nacional, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados revelou a criação de 213 mil empregos formais em setembro, superando expectativas. No entanto, esse resultado refreou a bolsa, que não conseguiu quebrar a marca dos 149 mil pontos, uma vez que um mercado de trabalho aquecido pode levar o Banco Central a postergar cortes na taxa Selic, o que acaba beneficiando investimentos em renda fixa em detrimento das ações.