A prévia do índice oficial de inflação para outubro marcou um avanço de 0,18%, destacando a influência significativa da alta nos preços dos combustíveis, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os combustíveis tiveram uma elevação de 1,16%, exercendo uma pressão considerável sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). A gasolina, principal subitem pesquisado, subiu 0,99%, enquanto o etanol ficou 3,09% mais caro, contribuindo com 0,08 ponto percentual no índice mensal. As passagens aéreas também apresentaram um aumento de 4,39%.
Apesar da pressão exercida pelos combustíveis, a retração nos preços dos alimentos pelo quinto mês consecutivo ajudou a conter a inflação. A alimentação doméstica teve uma redução de 0,10%, com itens como cebola (-7,65%) e ovo de galinha (-3,01%) apresentando quedas notáveis.
No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 somou 4,94%, abaixo dos 5,32% registrados até setembro. Contudo, este índice anual ainda está acima da meta do governo, fixada em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Projeções do Boletim Focus do Banco Central indicam um fechamento de 4,7% para o ano.
Além dos combustíveis, vestuário (0,45%) e despesas pessoais (0,42%) também contribuíram para o aumento mensal. Por outro lado, a energia elétrica, que caiu 1,09%, gerou um impacto positivo no controle da inflação, com a mudança na bandeira tarifária reduzindo os custos.
Este cenário inflacionário destaca a complexidade do equilíbrio econômico, com variáveis como os custos de transporte e mudanças tarifárias exercendo influência significativa sobre o orçamento das famílias e a política econômica nacional.