O Brasil apresentou uma redução significativa no desemprego, atingindo uma taxa de desocupação de 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025. Este é o menor índice registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) desde o início da série histórica.
Segundo dados consolidados de 2025, publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa anual de desocupação foi de 5,6%, também a menor já registrada. O número de pessoas ocupadas no país alcançou 103 milhões.
Os dados de 2025 mostram que o número total de desocupados no Brasil caiu para 6,2 milhões, uma redução de cerca de 1 milhão de pessoas em comparação a 2024. A taxa de informalidade também reduziu de 39% para 38,1% no mesmo período.
Adriana Beringuy, coordenadora da pesquisa, destacou que a informalidade ainda é uma característica estrutural do mercado de trabalho brasileiro.
Na renda média mensal, houve um aumento de 5,7%, atingindo 3.560 reais, um acréscimo de 192 reais em relação a 2024.
Em termos de empregos formais, houve um saldo positivo de quase 1,28 milhão de vagas formais no ano passado, conforme indicado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
A pesquisa do IBGE considera todas as formas de ocupação e é baseada em entrevistas realizadas em 211 mil domicílios espalhados por todos os estados brasileiros e o Distrito Federal.
Este resultado reflete um expressivo crescimento no setor de empregos no país, sendo marcante no contexto histórico das estatísticas do mercado de trabalho nacional.
No auge da pandemia de covid-19, a taxa de desocupação chegou a 14,9% nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e março de 2021, mostrando uma significativa recuperação desde então.
Os últimos dados reforçam a tendência de recuperação e criação de vagas, uma vez que o Caged registrou aumento significativo de empregos formais durante 2025.