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Juros do crédito pessoal e rotativo do cartão aumentam para famílias

Taxa do cartão de crédito rotativo atinge 440,5% mesmo com medidas para contenção

26/12/2025 às 16:11
Por: Redação

As taxas de juros médias cobradas pelos bancos tiveram um aumento para as famílias e um recuo para as empresas no mês de novembro, de acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central (BC) na sexta-feira, 26 de dezembro de 2025.

 

Para operações de crédito livre direcionadas a pessoas físicas, foram observados acréscimos significativos: o crédito pessoal não consignado aumentou em 5,5 pontos percentuais, atingindo 106,6% ao ano, enquanto no cartão de crédito parcelado, houve alta de 3,2 pontos percentuais, chegando a 181,2% ao ano. A taxa de juros do cartão de crédito rotativo subiu 0,7 ponto percentual, elevando-se a 440,5% ao ano.

 

Impactos dos ajustes nas taxas

Mesmo com a introdução de um teto para a cobrança de juros no crédito rotativo vigente desde janeiro do ano passado, essas taxas continuam a variar, embora tenham apresentado uma redução de 5,4 pontos percentuais em 12 meses para as famílias. O objetivo dessa medida é diminuir o endividamento, sem alterar a taxa pactuada no momento do contrato.


O crédito rotativo é utilizado quando o consumidor não paga o total da fatura do cartão e opta por quitar apenas a parcela mínima, incorrendo em juros sobre o saldo remanescente.


Após 30 dias, as instituições financeiras costumam parcelar a dívida do cartão, e mesmo com o aumento observado em novembro, verificou-se uma redução de 2 pontos percentuais no acumulado dos últimos 12 meses. No entanto, o crédito pessoal não consignado, que sofreu um aumento significativo, registrou alta de 7,3 pontos percentuais no mesmo período.

 

Comparativo entre crédito livre e direcionado

Para o crédito livre, o aumento da taxa média para famílias foi de 0,9 ponto percentual em novembro, somando 6,2 pontos percentuais ao longo de 12 meses e alcançando 59,4% ao ano. Em relação às empresas, os juros caíram 0,6 ponto percentual no mês, mas registraram aumento de 2,8 pontos percentuais em um ano, chegando a 24,5%.


No segmento do crédito direcionado a pessoas físicas, as taxas se mantiveram estáveis em 10,9% ao ano, subindo 1 ponto percentual em 12 meses.


Para as empresas, houve queda de 2,1 pontos percentuais no mês e um recuo de 0,7 ponto percentual no ano, com as taxas alcançando 11,8% anuais. Esse tipo de crédito, guiado por regras governamentais, é principalmente voltado para setores de habitação, agricultura, infraestrutura e microcrédito.

 

Alterações nos empréstimos e endividamento

Em novembro, houve uma contração no fornecimento de crédito, que caiu 6,6%, com um total de 637,5 bilhões de reais. A queda ajustada das concessões foi de 1,4%, incluindo um recuo de 2,2% para empresas e 0,6% para famílias. No acumulado de 12 meses, as concessões registraram crescimentos de 9,8% para empresas e 8,3% para famílias.


O Banco Central apontou inadimplência em 3,8% das operações em novembro, sendo 4,7% para pessoas físicas e 2,3% para jurídicas.


O estoque de empréstimos totais dos bancos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) atingiu 6,971 trilhões de reais, representando um incremento de 0,9% em relação a outubro. Mesmo assim, a trajetória de desaceleração do crédito persistiu em 12 meses, marcando crescimento de 9,5%, ao contrário dos 10,2% observados até outubro.

O crédito ampliado ao setor não financeiro, abrangendo recursos para empresas, famílias e governos, alcançou 20,341 trilhões de reais, mostrando aumento de 1,4% no mês. Esse crescimento resulta dos acréscimos nos títulos públicos e empréstimos do SFN.

 

Indícios de comprometimento da renda

A relação entre as dívidas e a renda anual das famílias atingiu 49,3% em outubro, um incremento de 0,2 ponto percentual no mês e de 1,2 ponto percentual em 12 meses. Excluindo o financiamento imobiliário, o endividamento correspondeu a 30,9%.


Dados com diferenças de prazo de divulgação devem-se à metodologia utilizada pelo Banco Central, que incorpora informações da Pnad do IBGE.


Adicionalmente, o comprometimento da renda aumentou, chegando a 29,4%, um ganho de 0,6 ponto percentual mensal e de 2,2 pontos percentuais ao longo do ano. Esses índices refletem o impacto das taxas sobre a capacidade financeira das famílias.

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