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Mato Grosso do Sul Certifica 86 Milhões de Toneladas de Carbono

Estado avança na conservação do Cerrado e redução de emissões de carbono.

17/10/2025 às 14:41
Por: Redação

Mato Grosso do Sul qualificou-se para certificar e futuramente comercializar 86 milhões de toneladas de carbono no Cerrado. Este avanço se deu após a aprovação de sua elegibilidade pela Comissão Nacional para REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Isso torna o estado apto a captar recursos internacionais que visam à preservação de florestas e à redução de emissões de gases de efeito estufa.

Essa decisão consolida Mato Grosso do Sul como protagonista nas políticas de mitigação climática reconhecidas pela UNFCCC. "Essa decisão reconhece a capacidade técnica, jurídica e institucional do Governo do Estado, por meio da Semadesc, para coordenar o programa jurisdicional de REDD+ no território sul-mato-grossense", afirmou Jaime Verruck, secretário da Semadesc.

O estado planeja iniciar o processo de verificação e certificação dos créditos gerados pela redução do desmatamento. "Nesse movimento, o Estado avança agora. Não apenas com esses créditos do Cerrado, mas incorporando o território estadual para estruturar o REDD+ jurisdicional. Nossa expectativa é de que, em créditos de REDD+, o potencial esteja na casa de 1 bilhão de reais", disse Artur Falcette, secretário adjunto da Semadesc.

Além disso, está em andamento um projeto de restauração de áreas em unidades de conservação estaduais. "Isso traz outro potencial relevante, que está sendo calculado. Os recursos do REDD+ seguem um sistema de repartição de benefícios, e todos os entes da sociedade que contribuíram poderão acessar os recursos obtidos com a venda, conforme a governança criada. Este chamamento público deve ocorrer ainda este ano para que o projeto avance em 2026", completou.

A oficialização da elegibilidade pelo CONAREDD+ será publicada em breve. Este reconhecimento fortalecerá a captação de recursos de REDD+ pela Semadesc. Na mesma reunião, a elegibilidade de Goiás também foi aprovada.

Mato Grosso do Sul mostrou estar pronto para acessar mecanismos financeiros internacionais com base em políticas públicas consolidadas e um sistema de monitoramento já em operação. O engenheiro florestal Fábio Bolzan, da Semadesc, destacou que o resultado é fruto de um ano de trabalho com o apoio do Earth Innovation Institute. "Cumprimos todas as exigências legais e técnicas necessárias para organizar o REDD+ em Mato Grosso do Sul", afirmou.

Com 110 mil km² de vegetação nativa remanescente e abrangendo os biomas Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica, o estado reforça sua importância na regulação climática e oferta de serviços ecossistêmicos. Mato Grosso do Sul provou reduzir suas emissões e avança no desenvolvimento sustentável.

Foto: Arquivo/Secom

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