As expectativas do mercado financeiro indicam que a inflação para o ano de 2025 atingirá 4,32%, conforme revelado no Boletim Focus publicado pelo Banco Central. Este valor está abaixo do teto estabelecido pela meta inflacionária. As previsões em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do país continuam estáveis em 2,26%.
No final do ano, com indicadores mais consolidados, o boletim não apresentou novas projeções sobre a taxa Selic, atualmente em 15% ao ano. Este índice não sofria alterações desde junho e representa o nível mais elevado desde 2006.
Nos últimos períodos, as projeções para a inflação caíram gradativamente. A previsão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu pela sétima semana consecutiva. Anteriormente em 4,43%, chegou a 4,33% na semana passada.
A meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional para 2025 é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
Em novembro, houve elevação de 0,18% nos preços, especialmente de passagens aéreas, elevando a taxa anual acumulada para 4,46%. A expectativa é que em 2026 o IPCA alcance 4,05% e, em 2027, 3,8%.
O mercado prevê que o dólar feche o ano cotado a 5,44 reais, ligeiramente acima da projeção da semana anterior de 5,43 reais. A expectativa para o câmbio há quatro semanas era de 5,40 reais.
O PIB brasileiro tem mostrado crescimento estável, com projeção de 2,26% para 2025 e um aumento esperado de 1,80% para os anos seguintes.
A economia nacional apresentou um crescimento de 0,4% graças ao setor de serviços e industrial, seguindo uma alta anual de 3,4% em 2024. Esse cenário reflete o quarto ano consecutivo de crescimento, a maior expansão desde 2021, quando o PIB cresceu 4,8%.