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Poupança registra retirada líquida histórica de R$ 23,5 bilhões em janeiro

Saldo negativo reflete preferência por investimentos mais rentáveis em meio a juros elevados

06/02/2026 às 16:05
Por: Redação

Em janeiro de 2026, a poupança brasileira registrou uma retirada líquida de 23,5 bilhões de reais, resultado de mais saques do que depósitos, segundo o Banco Central. Esse fenômeno ocorreu em um contexto de juros elevados, com a Selic mantida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

 

No mês passado, foram investidos 331,2 bilhões de reais na caderneta, enquanto os saques totalizaram 354,7 bilhões de reais. Os rendimentos acreditados nessas contas somaram 6,4 bilhões de reais. Atualmente, o saldo total da poupança é de pouco mais de 1 trilhão de reais.

 

Contexto econômico e decisões monetárias

Esse cenário de saques predomina já há alguns anos. Em 2023, as retiradas líquidas chegaram a 87,8 bilhões de reais, decrescendo para 15,5 bilhões de reais em 2024. No ano passado, o saldo negativo atingiu 85,6 bilhões de reais, influenciado pela estratégia de manutenção da Selic em patamares elevados.

 

A persistência da Selic alta serve como estímulo para que investidores busquem alternativas que ofereçam retornos mais atrativos. O Copom começou a manter a taxa em 15% ao ano após interromper uma sequência de sete aumentos consecutivos desde julho do ano passado.

 

Impactos na inflação e mercado

O Banco Central mantém o objetivo de alcançar a meta de inflação de 3%. Como efeito colateral do aumento na taxa básica de juros, o crédito se torna mais caro, estimulando a poupança e levando à contenção da demanda aquecida.

"O objetivo da autoridade monetária é garantir que a meta da inflação, de 3%, seja atingida", esclareceu o Banco Central.


No final de 2025, a inflação aumentou 0,33%, impulsionada pelo custo dos transportes por aplicativo e passagens aéreas. Com isso, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 4,26% no ano. A ata da última reunião do Copom revelou planos para iniciar a redução gradual dos juros em março, mas sem indicar a amplitude dessas reduções.

 

Apesar disso, o Banco Central indicou que os juros deverão permanecer em níveis restritivos, reforçando o seu compromisso com o controle da inflação e a saúde financeira do país.

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