O setor de serviços, que inclui atividades como transporte, turismo e tecnologia da informação, encerrou 2025 com um aumento de 2,8%. Este crescimento, apesar de uma desaceleração de 0,4% entre novembro e dezembro, marca o quinto ano consecutivo de alta.
Os dados foram divulgados pela Pesquisa Mensal de Serviços, conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, no Rio de Janeiro.
A pesquisa investigou 166 tipos de serviços, registrando uma variação mensal nula na média móvel do trimestre, mostrando estabilidade em comparação aos três meses anteriores.
Após um ano de resultados majoritariamente positivos, apenas janeiro (-0,3%) e dezembro regressaram ao território negativo. Mesmo assim, o acumulado de 2025 foi o menor nesses cinco anos de expansão.
As variações anuais foram: 2020: -7,8%; 2021: 10,9%; 2022: 8,3%; 2023: 2,9%; 2024: 3,1%; 2025: 2,8%. A queda em 2020 atribui-se aos impactos da pandemia de covid-19.
Nos últimos cinco anos, houve um crescimento de 31%, destacando-se os serviços de tecnologia da informação (84,4%), técnico-profissionais (59,8%) e transporte terrestre (43,5%).
Em 2025, quatro das cinco atividades pesquisadas cresceram positivamente. Os serviços de informação e comunicação cresceram 5,5%, os serviços profissionais, administrativos e complementares aumentaram 2,6%, enquanto transportes e serviços auxiliares adicionaram 2,3%. Outros serviços apresentaram uma leve retração de 0,5%.
Mais de metade dos serviços pesquisados, 53,6%, terminaram o ano em alta, sendo especialmente influentes serviços de portais e provedores de conteúdo, transporte aéreo e rodoviário, publicidade e desenvolvimento de softwares.
“Não dá para inferir que há inversão de trajetória. Temos os serviços operando em grande força”, afirmou Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa.
O resultado de dezembro, segundo Lobo, não implica necessariamente uma mudança na tendência de crescimento do setor.