Os integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovaram, nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, a quebra de sigilos bancários e fiscais do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Ele é filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
A solicitação foi feita pelo deputado Alfredo Gaspar, filiado ao partido União do estado de Alagoas. Gaspar requereu também a elaboração de relatórios de inteligência financeira para apoiar as investigações em curso pela CPMI.
Além de Lulinha, outros 86 requerimentos foram votados pela comissão. Entre eles, a quebra de sigilos do Banco Master e a convocação de Augusto Ferreira Lima, ex-executivo da instituição. Lima deixou a sociedade no Banco Master em 2024 e é suspeito de envolvimento em irregularidades.
A defesa de Lulinha, por meio do advogado Guilherme Suguimori Santos, nega qualquer envolvimento nas fraudes e pediu acesso ao inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) para esclarecer os fatos. “Trabalhamos com fatos e provas, não conjecturas”, disse o advogado.
“Diante da incessante campanha midiática reproduzindo dados parciais, entendi ser necessário requerer ao STF acesso à investigação”, revelou Suguimori Santos.
A reunião foi marcada por tumultos após a votação em bloco dos requerimentos, alguns dos quais relacionados a ex-deputados federais como André Luis Dantas Ferreira, conhecido como André Moura, e a empresária Danielle Miranda Fontelles.
Segundo Rogério Correia, deputado federal do PT de Minas Gerais, André Moura tem sido apontado como articulador de fraudes no INSS, especialmente em Sergipe. A empresária Fontelles é suspeita de operar estruturas de lavagem de dinheiro no exterior.
Entre os depoentes aguardados pela CPMI estão o empresário Paulo Camisotti, investigado por participação em fraudes contra aposentados. Camisotti é filho de Maurício Camisotti, já preso por envolvimento no mesmo esquema.
Outros citados, como o deputado estadual Edson Cunha de Araújo e o advogado Cecílio Galvão, não compareceram. Araújo alegou problemas de saúde, enquanto Galvão apontou compromissos profissionais.