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Brasil avança na produção nacional de insulina glargina

Parceria com empresa chinesa visa reduzir dependência de importações e fortalecer SUS.

15/10/2025 às 23:51
Por: Redação

Parceria na Saúde

Uma parceria entre o Ministério da Saúde e a biofarmacêutica chinesa Gan & Lee Pharmaceuticals viabilizará a produção de insulina glargina no Brasil, medicamento essencial no tratamento de diabetes tipo 1 e 2. Este avanço é visto como um passo significativo para reduzir a dependência do país em relação às importações, fortalecendo o Sistema Único de Saúde (SUS).

O acordo, assinado pelo ministro Alexandre Padilha, envolve a colaboração entre Bio-Manguinhos (Fiocruz), Biomm e Gan & Lee, prevendo a produção inicial de 20 milhões de frascos. Este volume é destinado ao abastecimento do SUS, com a expectativa de uma transferência de tecnologia e cooperação científica que beneficiará todo o Brasil.

Inicialmente, o envase e rotulagem ocorrerão no Brasil sob a supervisão da Biomm, utilizando insumo farmacêutico ativo importado. Futuramente, toda a fabricação será realizada no país, no Centro Tecnológico em Insumos Estratégicos (CTIE) da Fiocruz, localizado em Eusébio, Ceará.

O esforço conjunto entre os governos brasileiro e chinês pretende gerar conhecimento, garantir mais medicamentos à população e, ao mesmo tempo, promover economia no SUS, reduzindo os custos logísticos e de importação.

A vice-presidente da Fiocruz, Priscila Ferraz, enfatizou que a iniciativa também ampliará tratamentos para doenças como câncer e doenças autoimunes, destacando que a insulina glargina, já utilizada na China há duas décadas, possibilitará novos desenvolvimentos tecnológicos e estudos clínicos.

Com a insulina glargina sendo vendida em mais de 30 países, a expectativa é de que a produção local de medicamentos estratégicos seja impulsionada, contribuindo para a pesquisa e desenvolvimento de tratamentos para condições como câncer, diabetes, obesidade e doenças autoimunes no SUS.

Wei Chen, diretor da empresa chinesa, afirmou que o acordo simboliza um novo patamar de cooperação tecnológica e destaca o potencial de ser um modelo de colaboração internacional, incentivando novas alianças entre empresas brasileiras e chinesas.

Ao final, a parceria busca ampliar o acesso a terapias seguras e modernas, como o desenvolvimento de medicamentos análogos ao hormônio GLP-1, importantes para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.

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