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Brasil é o maior país a eliminar transmissão vertical do HIV, reconhece OMS

A certificação internacional para o fim da transmissão de mãe para filho como problema de saúde pública foi anunciada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em 15 de dezembro.

15/12/2025 às 16:04
Por: Redação

O Brasil alcançou um marco histórico na saúde pública ao ser oficialmente reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o maior país do mundo a eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho, condição conhecida como transmissão vertical, classificando-a como um problema de saúde pública. Este feito foi antecipado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na sexta-feira, 15 de dezembro, durante sua participação no programa Bom Dia, Ministro, transmitido pelo CanalGov.

 

A certificação oficial será formalmente entregue ao governo brasileiro nesta semana, em uma visita conjunta de representantes do Conselho do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids) e da própria OMS, solidificando o status do Brasil como pioneiro global nessa eliminação. Este reconhecimento internacional ressalta os esforços contínuos e os investimentos substanciais do país na área da saúde pública.

 

O Papel Crucial do SUS na Conquista

O ministro Alexandre Padilha enfatizou que o sucesso na erradicação da transmissão vertical do HIV é uma vitória incontestável do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele destacou a importância fundamental dos testes rápidos, amplamente disponíveis nas unidades básicas de saúde, e do acompanhamento pré-natal, que permitiram a identificação precoce da infecção em gestantes e o acesso imediato à medicação necessária, garantida integralmente pelo SUS.


“Significa que o Brasil conseguiu eliminar graças ao SUS, aos testes rápidos das unidades básicas de saúde, aos testes do pré-natal, às gestantes que têm HIV tomarem a medicação pelo SUS.”


Padilha fez questão de rememorar um passado não tão distante, quando o Brasil se deparava com a triste realidade de iniciativas filantrópicas que mantinham abrigos para órfãos que nasciam com HIV e perdiam seus pais em decorrência da Aids. A superação desse cenário, com o fim da transmissão da gestante para o bebê, foi celebrada como uma das maiores conquistas da saúde nacional.

 

Para obter o reconhecimento oficial da Organização Mundial da Saúde e do Unaids, o Brasil apresentou um extenso dossiê em julho, detalhando minuciosamente todos os dados epidemiológicos e os resultados positivos alcançados pelas políticas de saúde implementadas. Esse documento demonstrou de forma contundente a efetividade das estratégias adotadas pelo SUS em todo o território nacional para combater a doença e, de maneira crucial, interromper sua transmissão vertical.

 

Novas Iniciativas e o Combate ao Vício em Apostas Eletrônicas

Além das conquistas na área do HIV, o ministro aproveitou a oportunidade durante o programa para abordar outras importantes iniciativas promovidas pela pasta da Saúde. Entre elas, destaca-se a criação do Observatório Saúde de Apostas Eletrônicas, uma plataforma que congrega diversas ações estratégicas voltadas para o enfrentamento dos riscos à saúde mental associados às apostas online.

 

Uma das principais ferramentas apresentadas por Padilha é um sistema inovador que permite aos cidadãos bloquear simultaneamente todas as suas contas ativas em sites de apostas, utilizando o aplicativo Meu SUS Digital, de forma prática e centralizada. A pasta também planeja a implementação de um serviço de teleatendimento psicossocial dedicado a oferecer suporte especializado e confidencial a indivíduos afetados pela compulsão por jogos.

 

O ministro revelou que estudos conduzidos pelo Ministério da Saúde indicam uma maior propensão das pessoas em buscar e se sentir mais confortáveis em consultas online com psicólogos e psiquiatras para discutir problemas relacionados às apostas eletrônicas. Atualmente, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) registram um número limitado de atendimentos dessa natureza, com uma estimativa de aproximadamente 5 mil casos para o ano corrente.

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