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Fim de Contratos Afeta Cirurgias Cardíacas em Dourados

Falta de recursos ameaça continuidade de procedimentos essenciais na cidade.

16/10/2025 às 16:35
Por: Redação

Saúde

Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o deputado e segundo vice-presidente Zé Teixeira (PSDB) abordou a prestação de serviços de saúde no estado e no Brasil. Ele discutiu sobre a Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul (Cassems), afirmando que esta cumpre um papel importante para seus beneficiários, graças aos significativos investimentos que abriram novas especialidades.

Zé Teixeira destacou as dificuldades de acesso à saúde enfrentadas por comunidades no Nordeste, contrastando com o estado economicamente forte de Mato Grosso do Sul. Ele mencionou as dificuldades em Dourados, especialmente relacionadas às cirurgias cardíacas. O destaque foi dado ao Dr. Cantero, que tem atendido até tarde, apesar do término do contrato com o convênio em 30 de setembro, o que paralisou operações cujo custo é de 15 mil reais cada. Na rede privada, o custo de internação chega a 100 mil reais.

Pacientes com infarto na UPA recebem apenas medicação para dor enquanto aguardam por vagas, ilustrando a crise nacional na saúde. Apesar de a Cassems ter aberto 11 hospitais em Dourados e oferecer serviços de oncologia e tratamentos cardíacos, a situação reflete uma falência do sistema de saúde brasileiro.

O deputado mencionou uma conversa com o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, solicitando suporte estadual para cirurgias cardíacas até que ocorra o credenciamento de hospitais. Expressou indignação com a alta carga tributária de 40%, frente à precária qualidade dos serviços de saúde.

Pedro Kemp (PT), também deputado, relatou que uma associação de beneficiários da Cassems apresentou reclamações e solicitou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), mas ele acredita que uma CPI não é apropriada para uma entidade privada, mesmo recebendo recursos públicos. Kemp destacou a necessidade de denúncias claras para justificar uma CPI e que problemas são comuns a todas as operadoras e o Sistema Único de Saúde (SUS).

Ele destacou que as acusações contra a Cassems parecem mais políticas que questões sérias para melhoria do plano, e encerrou mencionando a suspensão das cirurgias bariátricas como exemplo dos desafios enfrentados.

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