Os 92 municípios fluminenses iniciarão, nesta segunda-feira (23), a distribuição da nova vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan. A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) será responsável pela logística de entrega das 33.364 doses recebidas, destinando 12.500 à capital.
De acordo com o Ministério da Saúde, as primeiras doses serão destinadas aos profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo trabalhadores administrativos e de apoio.
Serão priorizados médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem e outros membros das equipes multiprofissionais. A ampliação para outros grupos ocorrerá posteriormente, conforme a SES-RJ.
Keli Magno, gerente de Imunização da Secretaria, informou que a vacina do Instituto Butantan é licenciada para indivíduos entre 12 e 59 anos. É recomendada para a faixa de 15 a 59 anos, devido à sobreposição com a vacina da Takeda.
“A estratégia será escalonada e gradativa, iniciando pelo grupo de profissionais da Atenção Primária à Saúde”, afirmou Magno.
A distribuição considerará a disponibilidade de doses e a situação epidemiológica. A vacina protege contra os quatro sorotipos da dengue, com maior prevalência dos tipos 1 e 2 no estado.
A SES-RJ alerta sobre a potencial vulnerabilidade ao sorotipo 3, não registrado desde 2007, mas presente em estados vizinhos.
Com chuvas intensas e calor excessivo após o Carnaval, a SES-RJ enfatiza a prevenção contra o Aedes aegypti. Turistas podem trazer o vírus de outras regiões, aumentando o risco de surtos.
Dados de 2026 mostram 1.198 casos prováveis de dengue e 56 internações. Existem 41 casos de chikungunya, mas nenhuma morte associada foi confirmada até agora.
Medidas simples, como vistoriar áreas de acúmulo de água, podem ajudar na contenção do mosquito vetor.
A vacina Qdenga do Ministério da Saúde já beneficiou mais de 758 mil pessoas. Ferramentas digitais e formação contínua do pessoal de saúde aprimoram o manejo dos casos de dengue.
O Lacen-RJ está capacitado para realizar vasto número de exames, cobrindo também novas arboviroses como a febre do Oropouche.