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Padilha: Brasil avança na vacinação, mas negacionismo é desafio

Ministro da Saúde destaca recuperação das coberturas vacinais e anuncia imunização contra a dengue para profissionais a partir de janeiro de 2026.

15/12/2025 às 18:35
Por: Redação

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta segunda-feira (15 de dezembro de 2025) que a cobertura vacinal dos 16 imunizantes obrigatórios no Brasil tem apresentado uma tendência de alta desde 2023, consolidando uma importante recuperação. Apesar do progresso, Padilha enfatizou que o negacionismo e a proliferação de informações falsas sobre as vacinas persistem como obstáculos significativos para a saúde pública no país, desafiando os esforços contínuos de imunização em larga escala.

 

Durante sua participação no Programa Bom Dia, Ministro, transmitido pelo CanalGov, Padilha detalhou a complexidade de lidar com a desinformação, que afeta diretamente o trabalho dos profissionais de saúde e a segurança das famílias brasileiras. Ele ressaltou que grupos disseminam mentiras e, em alguns casos, até lucram com a propagação de conteúdo antivacina, o que exige uma resposta firme das autoridades para proteger a população.

 

Combate à desinformação e casos de sarampo

O Ministério da Saúde e a Advocacia-Geral da União (AGU) estão atuando em conjunto para combater a disseminação de notícias falsas por meio de ações judiciais específicas. Essas iniciativas visam responsabilizar os envolvidos, incluindo médicos e aqueles que vendem cursos com conteúdos contrários à vacinação, sublinhando o compromisso do governo em proteger a ciência e a saúde coletiva. O ministro afirmou que, embora o país esteja progredindo, a batalha contra a desinformação ainda não está completamente vencida.


“Se tem uma coisa que mais afeta o dia a dia dos profissionais de saúde, a vida das famílias brasileiras na área da saúde é o negacionismo. São pessoas espalhando mentiras e, infelizmente, até ganhando dinheiro com isso”, destacou Alexandre Padilha.


No último sábado (13 de dezembro de 2025), o estado de São Paulo confirmou o segundo caso de sarampo do ano, identificado em um homem não vacinado que havia retornado de uma viagem internacional. Este caso se alinha aos outros 36 registros da doença no país em 2025, todos com origem fora do território nacional, reforçando a importância da vigilância epidemiológica e das campanhas de imunização em nível global.

 

Apesar desses registros importados, o Brasil conseguiu manter o certificado de país livre da circulação interna do vírus do sarampo, um avanço significativo após ter perdido essa certificação em 2019, quando mais de 21,7 mil pessoas foram infectadas pela doença. Este resultado demonstra a eficácia das políticas de saúde implementadas para controlar a propagação do vírus e proteger a população.

 

Avanços na cobertura vacinal e estratégia contra a dengue

Padilha projetou que o ano de 2025 deverá fechar com uma cobertura vacinal superior à de 2024. No ano anterior, o Ministério da Saúde registrou um expressivo crescimento de 180% no número de municípios que alcançaram a meta de 95% de imunização para os imunizantes essenciais do calendário, um indicativo claro da retomada da confiança e adesão às campanhas de vacinação em todo o território nacional.

 

No que tange ao combate à dengue, o ministro anunciou que a imunização dos profissionais de saúde com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, cujo registro foi publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 8 de dezembro, terá início até o final de janeiro de 2026. Esta medida é crucial para proteger a linha de frente do atendimento durante os períodos de maior incidência da doença.


A previsão é que a imunização dos profissionais de saúde comece no final de janeiro e se estenda por fevereiro e março, período estratégico para reforçar a proteção antes da fase mais crítica da dengue.


Concomitantemente ao programa de vacinação dos profissionais de saúde, as cidades de Botucatu, em São Paulo, e Maranguape, no Ceará, serão palco de uma ação acelerada de vacinação contra a dengue. Esta iniciativa representa o pontapé inicial de um plano de imunização mais amplo, que será estendido a toda a população brasileira à medida que a produção da vacina for escalonada. Estudos indicam que alcançar 40% de vacinação em uma localidade pode ser suficiente para controlar a doença.

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