A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) inaugurou, nesta quinta-feira (23.4), uma fábrica e oficina-escola de costura na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A iniciativa visa ampliar a ressocialização no estado, oferecendo 120 vagas de trabalho remunerado para reeducandas, que produzirão uniformes escolares para a rede estadual de ensino.
A nova estrutura representa um investimento de 6,8 milhões de reais e está equipada com 91 máquinas de costura, adquiridas pela Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (Saap). O espaço foi planejado para comportar todas as etapas da produção, incluindo áreas para estoque de matéria-prima, armazenamento de peças prontas, refeitório e local de descanso para as participantes.
Em um primeiro momento, 20 internas receberam capacitação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e atuarão como multiplicadoras, treinando as demais participantes do projeto. Ao todo, serão ofertadas 120 vagas de trabalho com jornada diária de oito horas, permitindo a produção de uniformes escolares e gerando economia aos cofres públicos, além de fortalecer a integração de políticas públicas.
A Sejus tem trabalhado para transformar o sistema penitenciário em um espaço de oportunidades. Essa fábrica é um exemplo concreto de como o trabalho e a qualificação podem mudar trajetórias, oferecendo dignidade e preparando essas mulheres para uma nova realidade fora do cárcere.
O secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, destacou o papel da Sejus em expandir projetos de ressocialização. Ele enfatizou que a fábrica é um exemplo concreto de como o trabalho e a qualificação podem transformar vidas, oferecendo dignidade e preparando as mulheres para uma nova realidade ao retornarem à sociedade.
A diretora da unidade, Keily Marques, reforçou a importância da iniciativa para a transformação social dentro do sistema prisional. Ela ressaltou que, embora o sistema seja frequentemente associado a notícias negativas, este projeto simboliza esperança, oportunidade e a possibilidade de uma vida digna após o cárcere.
Costuma-se associar o sistema penitenciário apenas a notícias negativas. No entanto, o dia de hoje representa exatamente o contrário. Hoje, celebramos esperança, oportunidade e transformação. Trata-se de transformação humana e isso só é possível por meio de trabalho e estudo. Portanto, serão oportunizadas a mais de 50% da população carcerária dessa unidade 120 vagas para a oficina de costura, para que essas mulheres possam voltar à sociedade e seguir suas vidas de forma digna.