Domingo, 29 de Março de 2026
LogoSite 2 - BH Notícias hmlg 2

Brasil Apresenta Argumentos Contra Tarifaço em Reunião com EUA

Argumentos econômicos visam reverter taxação que eleva custos nos Estados Unidos.

15/10/2025 às 18:34
Por: Redação

Diplomacia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou um encontro entre Brasil e Estados Unidos para discutir a taxação adicional sobre produtos brasileiros exportados para os EUA, marcado para esta quinta-feira, dia 16.

Este será o primeiro encontro diplomático após a conversa entre Lula e o presidente Donald Trump, ocorrida no início deste mês.

Lula comentou a respeito da videoconferência realizada com Trump na semana passada, dizendo: "Não pintou química, pintou uma indústria petroquímica". Ele brincou com a afirmação de Trump sobre a "química excelente" entre os dois, dita em um breve encontro nos bastidores da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro.

O presidente afirmou que "amanhã nós vamos ter a conversa de negociação" durante um evento no Rio de Janeiro. Depois do diálogo nas Nações Unidas e a ligação telefônica, Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar continuidade às tratativas. Rubio, então, convidou o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, para liderar uma delegação em Washington.

Mauro Vieira já desembarcou na capital norte-americana nesta terça-feira, dia 14, para participar das discussões.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em uma entrevista recente que o Brasil apresentará seus melhores argumentos econômicos aos Estados Unidos para reverter esse "tarifaço". Segundo Haddad, a medida acabou por elevar o custo de vida dos cidadãos americanos.

Ele ressaltou que os Estados Unidos já possuem um superávit comercial em relação ao Brasil e inúmeras oportunidades de investimento, especialmente em áreas como transformação ecológica, terras raras, minerais críticos e energias limpas, seja eólica ou solar.

A política tarifária adicional imposta ao Brasil é parte de uma nova diretriz da Casa Branca, estabelecida pelo presidente Donald Trump, destinada a elevar tarifas para parceiros comerciais, visando reverter a perda de competitividade econômica diante da China nas últimas décadas.

No dia 2 de abril, Trump aplicou barreiras alfandegárias conforme o déficit que os EUA mantêm com cada país. Como os Estados Unidos têm superávit com o Brasil, naquela ocasião, a taxa aplicada foi a menor possível, de 10%. Contudo, em 6 de agosto, entrou em vigor uma nova taxa de 40% como retaliação a decisões supostamente prejudiciais às "big techs" americanas e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentar liderar um golpe de Estado após perder as eleições de 2022.

Entre os produtos brasileiros tarifados estão café, frutas e carnes. Cerca de 700 itens, que representam 45% das exportações brasileiras aos EUA, como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo motores e componentes, ficaram de fora inicialmente. Posteriormente, outros itens, como celulose e ferro-níquel, também foram isentos dessas tarifas adicionais.

© Copyright 2025 - Site 2 - BH Notícias hmlg 2 - Todos os direitos reservados