O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reverteu sua decisão inicial e determinou a manutenção da escolta de agentes da Polícia Legislativa Federal (PLF) que faz a segurança pessoal da deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ). A medida foi tomada neste sábado (13 de dezembro de 2025), após a parlamentar ter divulgado nas redes sociais a suspensão de sua proteção, que a acompanha desde 2020 devido a constantes ameaças de morte.
A parlamentar expressou grande preocupação com a retirada da segurança, que ocorreu em uma semana de intensos debates e tensões na Câmara, incluindo o caso envolvendo o deputado Glauber Braga. Ela relatou ter tentado contato com o presidente da Casa por dois dias, sem sucesso inicial, até que Hugo Motta a procurou para informar sobre o acolhimento do recurso referente à sua escolta, garantindo as condições para o exercício seguro de seu mandato.
Anteriormente, a Câmara dos Deputados havia retirado a escolta com base em um parecer técnico emitido pela própria Polícia Legislativa Federal (PLF). Este parecer concluiu que não haveria mais ameaças recorrentes à deputada Talíria Petrone, justificando a suspensão do serviço de proteção em meados de dezembro de 2025.
“Fui surpreendida com a retirada da minha proteção nos últimos dias, em meio a uma semana conturbada na Câmara dos Deputados. Há pouco, recebi uma ligação do presidente da Casa informando que irá acolher o recurso referente à minha escolta, garantindo o retorno das condições para o exercício do mandato com segurança”, afirmou Talíria Petrone.
De acordo com informações da assessoria de imprensa da Câmara, a elaboração do parecer que indicava a ausência de ameaças foi fundamentada em consultas e dados obtidos com o auxílio da Polícia Civil do Rio de Janeiro, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e da Polícia Federal (PF), buscando uma avaliação abrangente da situação de risco da deputada.
A Casa Legislativa esclareceu que a manutenção da escolta de segurança terá caráter provisório. A proteção será garantida até que haja uma decisão final sobre o pedido de reconsideração formalmente apresentado pela deputada Talíria Petrone, em um processo que avalia a necessidade contínua e a extensão da segurança pessoal para a parlamentar.
Essa medida sublinha a sensibilidade e a importância dos protocolos de segurança para membros do Legislativo, especialmente aqueles que enfrentam ameaças por sua atuação política. A decisão de Motta demonstra a disposição da presidência em reavaliar e garantir a segurança dos deputados, zelando pela integridade de seus mandatos em um cenário de riscos potenciais.
Os próximos passos envolverão a análise aprofundada do recurso da deputada e a potencial revisão dos critérios para a atribuição e manutenção de escoltas parlamentares, buscando equilibrar a segurança individual com as avaliações de risco institucionais, assegurando que todos os deputados possam exercer suas funções sem temer por sua vida ou integridade física.