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CPMI do INSS adia votação sobre Jorge Messias por falta de consenso

Decisão sobre convocação do advogado-geral da União fica para 4 de dezembro

27/11/2025 às 18:13
Por: Redação

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) optou por não votar a convocação do advogado-geral da União, Jorge Messias, nesta quinta-feira, 27 de novembro de 2025. A decisão foi tomada devido à falta de consenso entre os parlamentares, adiando a votação para 4 de dezembro, última reunião antes do recesso do Congresso.

 

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que apenas os requerimentos acordados serão votados nesta sessão. A reunião final, antes do recesso de final de ano, está marcada para a próxima quinta-feira. É quando se pretende concluir as pendências, como a convocação de testemunhas e outros requerimentos.

 

Detalhes do adiamento

A comissão possui o objetivo de apurar falhas e responsabilidades relacionadas a fraudes nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Messias é mencionado por supostamente ter recebido alertas oficiais sobre os descontos indevidos, mas teria falhado em agir conforme esperado.


De acordo com o senador Carlos Viana, houve esforços para se estabelecer um consenso que permitisse prosseguir com os trabalhos da comissão adequadamente.


Os parlamentares aguardam esclarecimentos de Messias sobre possíveis ações tomadas após ter recebido informações da Controladoria-Geral da União (CGU), que indicavam irregularidades em associações responsáveis por descontos nos benefícios.

 

Esforços contínuos da CPMI

A audiência desta quinta-feira ouviu o depoimento de Mauro Palombo, contador de múltiplas empresas que supostamente receberam recursos da Amar Brasil (ABCB). A associação é implicada em fraudes financeiras, incluindo lavagem de dinheiro, contra aposentados.


No decorrer da sessão, foram discutidos requerimentos para convocação de testemunhas, quebras de sigilo e prisões de supostos envolvidos no esquema, solicitando ainda informações de órgãos como a Receita Federal e a DataPrev.


O futuro das investigações depende das deliberações da sessão final, marcada para 4 de dezembro, que poderá definir novos rumos para as investigações e futuras ações da comissão.

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