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Defesa de Bolsonaro reitera pedido de cirurgia urgente e prisão domiciliar

Solicitação ao ministro Alexandre de Moraes ocorre após ultrassom confirmar hérnia inguinal, com urgência médica para o ex-presidente.

15/12/2025 às 18:34
Por: Redação

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro formalizou, nesta segunda-feira (15 de dezembro de 2025), um novo pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a autorização para que o político deixe a prisão e seja submetido a uma cirurgia de emergência, passando a cumprir prisão domiciliar. A iniciativa ocorre após um exame de ultrassom ter confirmado o diagnóstico de hérnia inguinal.

 

Bolsonaro encontra-se detido desde 22 de novembro de 2025, cumprindo pena em uma sala da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, no âmbito da ação penal referente à trama golpista.

 

Detalhes do Diagnóstico e Exigência Cirúrgica

A petição dos advogados foi protocolada um dia após a realização do exame de ultrassom, autorizado por Moraes, que utilizou um equipamento portátil para confirmar a condição médica do ex-presidente. Este diagnóstico reforçou a necessidade de intervenção cirúrgica.

 

Com base nos resultados do ultrassom, o Dr. Claudio Birolini, médico responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro, elaborou um novo relatório detalhado. O documento reitera a urgência e a necessidade de realizar um procedimento cirúrgico conhecido como herniorrafia inguinal bilateral, que exige internação hospitalar e anestesia geral, com uma estimativa de permanência no hospital entre cinco e sete dias.


A partir desse exame, o médico responsável pelo acompanhamento do peticionário, Dr. Claudio Birolini, elaborou novo relatório médico, no qual, de forma expressa e fundamentada, reitera a necessidade de realização do procedimento cirúrgico de herniorrafia inguinal bilateral, em regime de internação hospitalar, sob anestesia geral, com tempo estimado de permanência entre cinco e sete dias.


Os advogados enfatizaram o caráter de urgência do pedido, que já havia sido submetido na semana anterior, mas ainda não foi analisado. A demora se deve à determinação do ministro Alexandre de Moraes para que Bolsonaro seja submetido a uma perícia médica oficial, a ser realizada pela própria Polícia Federal no prazo de 15 dias.

 

Aguardando a Perícia Médica Oficial

Ao justificar a necessidade de uma nova perícia, o ministro Alexandre de Moraes argumentou que os exames médicos apresentados anteriormente pela defesa de Jair Bolsonaro eram considerados antigos. A decisão visa garantir uma avaliação atual e independente sobre a condição de saúde do ex-presidente.

 

Dessa forma, o processo aguarda a conclusão do laudo da perícia médica da Polícia Federal para que o ministro possa deliberar sobre a autorização da cirurgia de emergência e o potencial cumprimento da pena em regime domiciliar.

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