Os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul moveram-se rapidamente para abrir investigações sobre crimes contra a delegada Thays do Carmo Oliveira de Bessa, da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Dourados. Ela foi alvo de ataques misóginos e racistas durante uma transmissão ao vivo em uma rede social.
A deputada Lia Nogueira (PSDB) trouxe o assunto para debate na sessão de terça-feira, destacando a gravidade dos ataques preconceituosos. Segundo ela, os comentários diminuíam a imagem da delegada devido à sua aparência e condição feminina. Lia sublinhou que Thays do Carmo tem desempenhado suas funções com elevado padrão técnico e ético.
Nogueira destacou algumas das ofensas, que incluíam sugerir que a delegada deixava tarefas domésticas de lado para combater o crime, e comentários que desmereciam sua aparência profissional. A deputada repudiou tais atitudes, classificando-as como deploráveis e insistindo que não podem ser toleradas.
As moções de apoio de Lia Nogueira e Gleice Jane (PT) serão formalizadas no nome da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). Gleice enfatizou a inadmissibilidade de ataques que buscam deslegitimar mulheres em posições de liderança, especialmente mulheres negras.
A deputada Mara Caseiro (PSDB) também manifestou apoio à delegada, reforçando a necessidade de identificar e responsabilizar os agressores. Ela exaltou a competência da delegada e seu importante trabalho no combate à violência contra a mulher.
Coronel David (PL) reforçou a urgência do pedido de investigação, destacando a necessidade de identificar rapidamente os ofensores para aplicar as devidas penas legais.
O presidente da Assembleia, Gerson Claro (PP), assegurou que a Casa encaminhará o pedido de investigação, repudiando as atitudes de ódio. Ele enfatizou que redes sociais não são terras sem lei e que medidas devem ser tomadas para coibir tal comportamento.