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Gleisi acusa governadores de direita de buscar intervenção dos EUA

Ministra-chefe de Relações Institucionais critica divisão política e compara postura à de Eduardo Bolsonaro, enquanto debate sobre segurança pública se intensifica.

31/10/2025 às 18:09
Por: Redação
Gleisi acusa governadores de direita de buscar intervenção dos euaMinistra-chefe de relações institucionais critica divisão política e compara postura à de eduardo bolsonaro, enquanto debate sobre segurança pública se intensifica.A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do governo federal, Gleisi Hoffmann, intensificou suas críticas a governadores de partidos de direita, acusando-os de fomentar a divisão nacional e, com isso, pavimentar o caminho para uma possível intervenção dos Estados Unidos em países latino-americanos. Em vez de se unirem ao governo federal para fortalecer a segurança pública, ela argumentou que esses líderes estaduais deveriam apoiar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18, conhecida como PEC da Segurança Pública, apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional.Hoffmann, em uma manifestação publicada nesta sexta-feira em rede social, afirmou que, em vez de colaborar no combate ao crime organizado conforme proposto pela PEC da Segurança, os governadores de direita, tendo Ronaldo Caiado como porta-voz, estariam investindo na fragmentação política e posicionando o Brasil no radar do intervencionismo militar do presidente norte-americano Donald Trump na América Latina.A ministra ainda apontou para movimentos militares de Trump no hemisfério sul, mencionando o posicionamento de navios no Mar do Caribe, próximo à Venezuela, sob o pretexto de combater o narcotráfico. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, por sua vez, tem reiterado que os Estados Unidos buscam destituí-lo do poder.Em sua crítica, Gleisi Hoffmann traçou um paralelo entre a postura dos governadores e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que reside nos Estados Unidos desde março. Bolsonaro é acusado no Brasil de incentivar sanções comerciais do governo Trump contra as exportações brasileiras, a aplicação da Lei Magnitsky e a suspensão de vistos para ministros do Supremo Tribunal Federal e membros do governo federal.Ela declarou que esses governadores “não conseguem esconder seu desejo de entregar o país ao estrangeiro, do mesmo jeito que Eduardo Bolsonaro e sua família de traidores da pátria fizeram com as tarifas e a Magnitsky”. A ministra enfatizou que a segurança pública é uma questão de grande importância, que não deve ser tratada com leviandade ou para fins eleitoreiros, exigindo inteligência, planejamento e união de esforços para o combate ao crime.Na quinta-feira anterior (30), sete governadores anunciaram a formação do “Consórcio da Paz”, um projeto de integração que visa à troca de informações de inteligência, apoio financeiro e contingente policial no combate ao crime organizado. Participaram do encontro no Rio de Janeiro, com o governador Cláudio Castro (PL), os governadores Romeu Zema (Novo) de Minas Gerais, Jorginho Mello (PL) de Santa Catarina, Eduardo Riedel (Progressistas) do Mato Grosso do Sul, Ronaldo Caiado (União Brasil) de Goiás, e a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (Progressistas). O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), juntou-se remotamente por videochamada.Os governadores presentes elogiaram a recente ação policial nos complexos da Penha e do Alemão. Romeu Zema chegou a classificar a operação como “a mais bem-sucedida”, afirmando que as forças de segurança do Rio de Janeiro “fizeram, no meu entender, uma operação que vai fazer parte da segurança pública no Brasil”.Contudo, a referida operação resultou na morte de 121 pessoas, incluindo quatro policiais militares, e na apreensão de 93 fuzis. A ação também gerou caos na cidade, com a interdição de diversas vias. Apesar do objetivo principal de capturar Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, apontado como o principal chefe da facção criminosa Comando Vermelho, ele não foi preso e continua foragido.A PEC 18, apresentada pelo governo federal, tem sido alvo de críticas por parte desses mesmos governadores. Eles argumentam que a proposta retira a autonomia dos estados sobre suas polícias. Ronaldo Caiado, governador de Goiás, declarou que o “único objetivo do governo federal é tirar dos governadores as diretrizes gerais da segurança pública, que é uma determinação que a Constituição de 88 nos deu. Querem transferir nossa autonomia e transformar em diretriz geral do Ministério da Justiça. É intervenção direta nas polícias dos estados”.A proposta governamental estabelece que a União será responsável por elaborar a política nacional de segurança pública, cujas diretrizes deverão ser obrigatoriamente observadas pelos entes federados, após consulta ao Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, que inclui representantes da União, estados, Distrito Federal e municípios. Em contrapartida, o governo federal sustenta que a PEC preserva as autonomias das forças de segurança estaduais e distrital.

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