**Haddad reforça estratégia para sufocar finanças do crime organizado** *Ministro da Fazenda enfatiza a necessidade de combater as finanças ilegais em operação conjunta com órgãos federais.* O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou durante uma entrevista à imprensa em São Paulo que a eliminação das fontes de financiamento é essencial para enfrentar o crime organizado de forma eficaz. Durante o evento realizado na última sexta-feira, ele destacou os resultados da Operação Fronteira, conduzida pela Receita Federal. Haddad enfatizou que, além de ações territoriais e cumprimento de mandados, é vital sufocar as finanças das organizações criminosas. "Sem a asfixia financeira, os esforços para combater o crime não terão sucesso", afirmou. A declaração do ministro veio na mesma semana em que uma operação no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho resultou na morte de mais de cem pessoas, atraindo atenção internacional. O ministro destacou a importância de atingir os líderes das organizações: "Precisamos responsabilizar os principais dirigentes do crime organizado. Sem isso, os recursos continuarão alimentando atividades ilegais". Durante sua fala, Haddad fez um apelo ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, solicitando apoio para a aprovação da lei do devedor contumaz, que endurece as normas para aqueles que usam a inadimplência fiscal como estratégia. Haddad explicou que os devedores contumazes podem ser fachada para atividades criminosas. Ele destacou a importância de tornar as regras mais rígidas para impedir que dinheiro ilícito seja lavado por meio de negócios aparentemente legais. A Receita Federal deu um passo adiante publicando uma instrução normativa que obriga fundos a divulgarem os CPFs dos beneficiários, facilitando a identificação de possíveis esquemas de lavagem de dinheiro. No âmbito da Operação Fronteira, iniciada em 22 de outubro, 27 detidos, 213 mil litros de bebida adulterada e mais de 3 toneladas de drogas foram apreendidos. "Conseguimos isso sem disparar um tiro, unindo forças de diferentes estados", relatou Haddad, destacando a colaboração com estados como Paraná e Mato Grosso do Sul. A operação, considerada a maior já realizada em fronteiras terrestres e aéreas, retirou mercadorias ilegais avaliadas em mais de 160 milhões de reais de circulação ao longo de 60 municípios brasileiros. Diversas instituições de segurança e agências de fiscalização participaram do esforço coordenado.