O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu permissão para que Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, participe do aniversário de 90 anos da avó, programado para 1º de novembro. Embora Cid não esteja detido, a autorização foi necessária devido ao monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Moraes ainda determinou que a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal envie, dentro de 48 horas após o deslocamento, um relatório sobre o monitoramento eletrônico de Cid.
Anteriormente, além deste pedido de permissão, a defesa de Cid também requisitou ao ministro a extinção da punibilidade. Esse pedido ao Supremo ocorreu após a publicação do acórdão condenatório envolvendo o ex-ajudante, Bolsonaro e outros réus do chamado Núcleo 1 da trama golpista. As defesas têm um prazo de cinco dias para interpor recursos, que se encerra na próxima segunda-feira, dia 27.
Segundo o advogado Cesar Bittencourt, Cid já cumpriu dois anos de prisão durante as investigações e, assim, a punição deve ser extinta em razão de um acordo de delação premiada.
Em 11 de setembro, a Primeira Turma do STF, por 4 votos a 1, condenou Bolsonaro, Cid e outros seis réus por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de estado, dano qualificado com violência e ameaça grave, além de deterioração de patrimônio tombado.