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Lula Reafirma a América Latina como Zona de Paz

Presidente defende soberania regional e critica intervenções externas em discurso oficial.

20/10/2025 às 15:16
Por: Redação

POLITICA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou, nesta segunda-feira (20), a importância da soberania da América Latina, enfatizando que a região deve permanecer uma "zona de paz". O presidente recebeu pela manhã as credenciais de 28 novos embaixadores no Brasil e, durante seu breve discurso, criticou intervenções de nações de fora da área.

“Somos um continente livre de armas de destruição em massa, sem conflitos étnicos ou religiosos. Intervenções estrangeiras podem causar danos maiores do que o que se pretende evitar”, afirmou aos diplomatas estrangeiros.

Lula destacou que a América Latina enfrenta "um momento de crescente polarização e instabilidade". Ele reiterou que os representantes serão tratados com atenção pelo Itamaraty, como se fossem amigos de longa data, para fortalecer o multilateralismo baseado em relações cordiais, pacíficas e respeitosas dos princípios democráticos e dos direitos humanos.

Recentemente, o Brasil, junto à maioria dos países da América Latina, expressou "profunda preocupação" com movimentações militares "extra-regionais" no Caribe, referindo-se indiretamente ao envio de forças militares pelos Estados Unidos à costa da Venezuela.

Normalmente, Lula se reúne com embaixadores em privado no Palácio do Planalto, mas devido a compromissos de agenda, a cerimônia foi coletiva. Em seu discurso, o presidente também destacou a relevância da política internacional em seu governo, mencionando visitas a 37 países em seu terceiro mandato e eventos multilaterais no Brasil, como a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e a Cúpula do Mercosul.

A partir de hoje, representantes de El Salvador, Albânia, Camboja, Tailândia, Tanzânia, Belarus, Quênia, Omã, República Dominicana, Burkina Faso, Bangladesh, Mauritânia, Sudão, Senegal, Uruguai, República Democrática do Congo, Suíça, Países Baixos, Bélgica, Emirados Árabes, Irlanda, Zâmbia, Áustria, Finlândia, Malásia, Gana, Líbano e Sri Lanka estão autorizados a desempenhar funções no Brasil. Tradicionalmente, os governos solicitam ao país estrangeiro um "agrément" para nomear um novo embaixador, o qual pode ser aceito ou rejeitado. O embaixador assume após a entrega dos documentos presidenciais.

A apresentação das cartas credenciais ao presidente da República confere mais autoridade ao diplomata para atuar no Brasil. Caso as credenciais não sejam recebidas pelo presidente, o embaixador ficará impedido de representar oficialmente seu país em cerimônias e audiências.

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