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Moraes autoriza ultrassom de Bolsonaro na prisão em Brasília

Ministro do STF atende a pedido da defesa para que ex-presidente seja submetido a exame médico no local de custódia da Polícia Federal.

14/12/2025 às 16:03
Por: Redação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que ele seja submetido a um exame de ultrassonografia dentro da prisão. A decisão judicial foi proferida na noite do sábado, 13 de dezembro de 2025, e representa um desdobramento do processo em que Bolsonaro cumpre pena.

 

Atualmente, o ex-presidente está detido em uma sala específica na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, onde cumpre uma pena de 27 anos e três meses de prisão. A condenação advém da ação penal relacionada à trama golpista, que resultou em sua custódia.

 

Detalhes da autorização e procedimento médico

O pedido formal para a realização do exame foi protocolado pela defesa na última quinta-feira, 11 de dezembro. Esta solicitação surgiu após o próprio ministro Moraes ter determinado, anteriormente, que Bolsonaro passasse por uma perícia médica oficial, a ser conduzida pela Polícia Federal, dentro de um prazo máximo de 15 dias.


“Diante do exposto, autorizo a realização do exame no local onde o condenado encontra-se custodiado, nos termos requeridos pela defesa. Dê-se ciência da presente decisão à Polícia Federal. Intimem-se os advogados regularmente constituídos”, sentenciou o ministro Alexandre de Moraes em sua decisão.


O procedimento de ultrassonografia será executado pelo médico Bruno Luís Barbosa Cherulli. Para tal, será utilizado um equipamento portátil de ultrassom, focado especificamente nas regiões inguinais direita e esquerda do ex-presidente, conforme especificado no pedido autorizado.

 

Justificativa da defesa e condição de saúde

A defesa de Jair Bolsonaro argumentou que a realização do exame é essencial para atualizar o quadro clínico do ex-presidente. Por sua vez, o ministro Moraes havia apontado que os exames médicos previamente apresentados por Bolsonaro para embasar os pedidos de autorização para cirurgia e para cumprir prisão domiciliar eram considerados defasados.

 

Em 9 de dezembro, uma terça-feira, os advogados de Bolsonaro haviam comunicado uma piora no estado de saúde do ex-presidente. Na ocasião, foi solicitado que ele fosse transferido com urgência para o Hospital DF Star, localizado em Brasília, com o objetivo de ser submetido a uma intervenção cirúrgica.

 

A autorização para o ultrassom na prisão permite uma avaliação mais recente e precisa da condição de saúde de Bolsonaro, atendendo à necessidade apontada tanto pela defesa quanto pela determinação judicial de que a perícia médica fosse realizada de forma completa e atualizada.

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