O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), interrompeu o julgamento que analisava a constitucionalidade de uma legislação aprovada em 2023. A referida lei pretende assegurar a desoneração fiscal sobre a folha de pagamento de 17 setores da economia, bem como de determinados municípios, até 2027.
O julgamento virtual teve início na sexta-feira (17) e contava com um placar de 3 votos a 0 a favor da manutenção do acordo entre o Congresso e o governo federal. Este acordo estabelece compensações pelas perdas relacionadas à desoneração, permitindo a reoneração gradual dos setores a partir deste ano.
Os votos já registrados foram dos ministros Cristiano Zanin, Edson Fachin e Gilmar Mendes. O foco do julgamento tem sido questionar a legalidade da desoneração caso a União não indique compensações financeiras pelos benefícios concedidos.
Segundo Zanin, o Congresso falhou em especificar o impacto financeiro resultante da desoneração. Ele sublinhou que "a Constituição obriga a indicação da estimativa de impacto financeiro nos casos de propostas legislativas que criem despesas ou resultem em renúncia de receita".
Apesar dessas considerações, Zanin decidiu não declarar a nulidade da lei aprovada, optando por manter o acordo com o governo federal.
Até o momento, não há previsão para a retomada do julgamento.