A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou a inclusão do Complexo do Maracanã em uma lista de bens estaduais que podem ser vendidos. Esta decisão tem gerado um intenso debate político.
A proposta, parte do Projeto de Lei Complementar 40/2025 sugerido pelo Poder Executivo, visa a venda de 48 imóveis inicialmente não incluindo o Maracanã, concentrando esforços em reduzir gastos e gerar receita. O governador Cláudio Castro justificou essa medida como parte de uma estratégia para racionalizar ativos imobiliários e aumentar a receita estatal em um cenário fiscal desafiador.
Na Alerj, modificações feitas pelos deputados elevaram a lista de vendas para 62 imóveis, incluindo o Complexo do Maracanã. O presidente da CCJ, deputado Rodrigo Amorim, apoia a venda, afirmando em suas redes sociais que é necessário reduzir gastos com imóveis subutilizados.
Por outro lado, o deputado estadual Flavio Serafini (PSOL) se opõe fortemente à venda do Maracanã. Ele destaca a importância simbólica do estádio e pede que a Aldeia Maracanã seja transformada em um centro internacional para povos originários.
A proposta ainda precisa ser aprovada pelo plenário da Alerj e sancionada pelo governador. Atualmente, o Maracanã opera sob um regime de concessão privada com Flamengo e Fluminense, que pagaram 20 milhões de reais e se comprometem com investimentos durante o contrato de 20 anos. A situação do Aldeia Maracanã, ocupado por famílias indígenas, permanece em disputa judicial.
A complexidade da questão reflete-se na variedade de opiniões e interesses em jogo, incluindo aspectos econômicos, culturais e jurídicos.