O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, participou da cerimônia de inauguração do escritório da Embraer em Nova Délhi, na Índia. Este marco foi acompanhado pela assinatura de acordos significativos nos setores de tecnologia, defesa e indústria aeronáutica, fortalecendo os laços entre os dois países.
Acompanhado por diversas autoridades brasileiras, Geraldo Alckmin fez um balanço positivo da viagem, ressaltando o crescimento dos investimentos mútuos. "Tivemos uma grande reunião entre empresários indianos e brasileiros. Percebemos um aumento nos investimentos de empresas indianas no Brasil e de brasileiras na Índia", afirmou ele.
Alckmin destacou que muitos aviões da Embraer já operam na Índia, atendendo à demanda por voos regionais com modelos econômicos e eficientes. Um ponto alto das negociações foi o interesse da Força Aérea Indiana no cargueiro C-390, o que representaria "um salto estratégico na relação bilateral, promovendo transferência de tecnologia, geração de empregos e ganhos de soberania para ambos os lados".
O ministro da Defesa, José Múcio, reforçou a importância do novo escritório da Embraer, descrevendo-o como um "passo concreto na construção de pontes industriais e tecnológicas".
Além disso, as negociações entre Brasil e Índia avançaram para ampliar o Acordo de Comércio Preferencial Mercosul–Índia, com a expectativa de aumentar o comércio bilateral para 15 bilhões de dólares em 2025 e 20 bilhões de dólares até 2026.
O cronograma proposto visa expandir o número de produtos beneficiados por reduções tarifárias, fortalecendo a complementariedade econômica entre os países. "Quero destacar também que ontem completamos um entendimento para ampliar as linhas tarifárias de preferência entre Mercosul e Índia", completou Alckmin.
Antes da visita à Índia, o governo brasileiro publicou dois decretos importantes: um acordo de facilitação de investimentos e outro para evitar a bitributação, medidas que, segundo Alckmin, trarão mais segurança jurídica para a relação econômica entre os países.
No setor de saúde, foi estabelecida uma parceria entre a Fiocruz e uma empresa indiana para transferência de tecnologia de vacinas. No setor de petróleo, a Petrobras assinou um contrato para exportação de mais de 6 milhões de barris para a Índia. A ANP ainda convidou a Índia a participar da exploração de novos blocos de petróleo no Brasil.
Por fim, foi anunciado que as relações comerciais serão facilitadas com a introdução de um visto eletrônico para negócios e consultorias, a partir da próxima semana.