A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã de quinta-feira, 23 de abril de 2026, a Operação Falso Locador. O objetivo foi cumprir diversas ordens judiciais no âmbito de uma investigação sobre um golpe envolvendo um anúncio enganoso de locação de imóvel na cidade de Lucas do Rio Verde.
A operação resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão, um de quebra de sigilo telefônico e outro de sequestro de valores. Essas ordens foram expedidas pelo Núcleo 4.0 do Juiz das Garantias – Polo de Sinop, com base nas apurações conduzidas pela Delegacia de Lucas do Rio Verde.
Uma mulher é o alvo principal da investigação, por ser suspeita de inserir um anúncio fraudulento de uma residência localizada no município de Lucas do Rio Verde. Ela é acusada de induzir as vítimas a acreditar na veracidade da oferta de locação.
As apurações indicaram que toda a negociação era conduzida por meio de aplicativos de mensagens e plataformas digitais, como o Marketplace. Para enganar as vítimas, a investigada alegava estar em viagem e, por isso, impossibilitada de acompanhar pessoalmente o processo de locação, mas permitia a visitação ao imóvel.
Ao ludibriar uma das vítimas, a mulher conseguiu convencê-la a realizar transferências bancárias via Pix. Inicialmente, foi solicitado o valor de três mil reais, sob o pretexto de caução. Posteriormente, ela pediu um montante adicional de quatro mil reais, justificando como antecipação de aluguel e outros custos.
Após a obtenção desses valores, a suspeita interrompeu abruptamente o contato com a vítima. Mais tarde, foi confirmado que o imóvel anunciado não estava, de fato, disponível para locação, o que caracterizou o golpe. Durante o processo investigativo, foram coletados diversos elementos probatórios que apontam a materialidade do crime e indícios relevantes da autoria.
As análises da Polícia Civil demonstraram que a suspeita utilizou meios digitais de forma estruturada, incluindo a criação de contas bancárias recentes e o uso de linhas telefônicas vinculadas a terceiros. Essa estratégia evidencia uma ação deliberada para dificultar a identificação da golpista e o rastreamento de suas operações ilícitas.
O delegado Breno Houly Palmeira, responsável pelas investigações, representou ao Poder Judiciário solicitando a expedição de mandados de busca e apreensão domiciliar, além da autorização para acesso a dados telefônicos e telemáticos.
As medidas são consideradas essenciais para aprofundar a investigação, identificar possíveis coautores e recuperar ativos provenientes da atividade criminosa.