Quinta, 23 de Abril de 2026
LogoSite 2 - BH Notícias hmlg 2

Operação Falso Locador mira esquema de aluguel fraudulento em Lucas do Rio Verde

Golpista simulava locação de residência, aplicando prejuízo financeiro após receber adiantamentos por Pix.

23/04/2026 às 21:13
Por: Redação

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã de quinta-feira, 23 de abril de 2026, a Operação Falso Locador. O objetivo foi cumprir diversas ordens judiciais no âmbito de uma investigação sobre um golpe envolvendo um anúncio enganoso de locação de imóvel na cidade de Lucas do Rio Verde.

 

A operação resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão, um de quebra de sigilo telefônico e outro de sequestro de valores. Essas ordens foram expedidas pelo Núcleo 4.0 do Juiz das Garantias – Polo de Sinop, com base nas apurações conduzidas pela Delegacia de Lucas do Rio Verde.

 

Uma mulher é o alvo principal da investigação, por ser suspeita de inserir um anúncio fraudulento de uma residência localizada no município de Lucas do Rio Verde. Ela é acusada de induzir as vítimas a acreditar na veracidade da oferta de locação.

 

As apurações indicaram que toda a negociação era conduzida por meio de aplicativos de mensagens e plataformas digitais, como o Marketplace. Para enganar as vítimas, a investigada alegava estar em viagem e, por isso, impossibilitada de acompanhar pessoalmente o processo de locação, mas permitia a visitação ao imóvel.

 

Ao ludibriar uma das vítimas, a mulher conseguiu convencê-la a realizar transferências bancárias via Pix. Inicialmente, foi solicitado o valor de três mil reais, sob o pretexto de caução. Posteriormente, ela pediu um montante adicional de quatro mil reais, justificando como antecipação de aluguel e outros custos.

 

Após a obtenção desses valores, a suspeita interrompeu abruptamente o contato com a vítima. Mais tarde, foi confirmado que o imóvel anunciado não estava, de fato, disponível para locação, o que caracterizou o golpe. Durante o processo investigativo, foram coletados diversos elementos probatórios que apontam a materialidade do crime e indícios relevantes da autoria.

 

As análises da Polícia Civil demonstraram que a suspeita utilizou meios digitais de forma estruturada, incluindo a criação de contas bancárias recentes e o uso de linhas telefônicas vinculadas a terceiros. Essa estratégia evidencia uma ação deliberada para dificultar a identificação da golpista e o rastreamento de suas operações ilícitas.

 

O delegado Breno Houly Palmeira, responsável pelas investigações, representou ao Poder Judiciário solicitando a expedição de mandados de busca e apreensão domiciliar, além da autorização para acesso a dados telefônicos e telemáticos.

 

As medidas são consideradas essenciais para aprofundar a investigação, identificar possíveis coautores e recuperar ativos provenientes da atividade criminosa.

© Copyright 2025 - Site 2 - BH Notícias hmlg 2 - Todos os direitos reservados